As escolhas amorosas que fazemos tem de fato relação com o que? Por que escolhemos determinadas pessoas para se relacionar em detrimento de outras? Estes questionamentos podem passar na cabeça quando nos deparamos em um relacionamento afetivo.

A escolha do parceiro afetivo tem relação com a nossa infância. Mas você pode estar se perguntando: qual a relação entre o meu passado e meu parceiro atual? A resposta para esta pergunta está no modo como estabelecemos nossas relações com as figuras importantes da nossa vida, como pai e mãe.

Há quem diga que a identificação com os pais influencia a escolha do parceiro amoroso na vida adulta.  A identificação pode ocorrer conscientemente, quando conhecemos uma pessoa e a admiramos ou pode ser de forma inconsciente.

Na maioria das vezes é comum ocorrer identificação por haver coisas em comum com a outra pessoa como semelhança de gostos, aparência física, classe social, inteligência, valores, objetivo de vida, crenças, entre outros.

No decorrer da vida, fazemos escolhas que se assemelham as que foram importantes para nós, por isso os pais tornam-se uma referência para a busca de parceiros. O relacionamento afetivo muitas vezes é uma tentativa de reparação de relações que tivemos no passado com figuras importantes de nossa vida, por isso é tão comum uma mulher se relacionar com um homem que lembra muito o seu pai com relação a características de personalidade e traços físicos e vice-versa. Assim as figuras paternas que nos deram amor e exerceram um cuidado na infância, tornam-se um referencial, e podem se tornar um modelo ou um anti modelo, dependendo de como esta relação foi estabelecida.

Por: Andrea Guimarães Rothschild

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